Atletas da APAE voltam de Porto Rico com medalha de bronze
Jogadores conquistam o bronze nos 2° Jogos Latino Americano de Olimpíadas Especiais
A equipe de futebol de cinco da seleção brasileira ficou em terceiro lugar nos 2° Jogos Latino Americano de Olimpíadas Especiais, em San Juan, Porto Rico, que aconteceu de 17 de fevereiro a 1° de março.
Os três jogadores da Associação dos Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) de Indaiatuba, Júlio Cavalcante (atacante), Sandro Rogério Sampaio (goleiro), e Carlos Alberto Mascate (zagueiro), que possuem deficiência intelectual, foram integrantes da equipe entre os 10 atletas brasileiros convocados para o evento. O indaiatubano Leandro Quintino, professor de Educação Física da APAE, foi um dos treinadores do time.
A Prefeitura Municipal de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, apoiou a viagem dos atletas da APAE e do treinador para disputarem o campeonato.
Disputa
As partidas de futebol de cinco aconteceram de 19 a 27 de fevereiro e a equipe brasileira disputou 11 jogos, sendo que cinco foram realizados na seletiva em apenas um dia. “Na primeira fase, jogaram as equipes de todos os países participantes, e as chaves foram divididas pelos níveis de deficiência leve, médio e severo. A nossa equipe foi considerada de nível médio”, explica o técnico.
Na semifinal, o time brasileiro perdeu do Uruguai por 4 a 2. Segundo Quintino, tratava-se de um adversário forte, com atletas que apresentavam deficiências mais leves que seus jogadores. Na briga pelo terceiro lugar, o Brasil venceu a Argentina na prorrogação por 1 a 0 – no tempo normal, o jogo tinha terminado em 3 a 3.
Além de levar medalha de bronze, o indaiatubano Júlio foi anunciado pela organização como artilheiro do campeonato pelo nível médio, por ter anotado 10 gols.
Orgulhosos com o próprio desempenho, os três jogadores de Indaiatuba foram unânimes ao responder o nome da equipe que mais deu trabalho: Santa Lúcia – a própria campeã. “Havia três atletas no time de Santa Lúcia que tinham iniciativa e conseguiam liderar os demais jogadores”, conta Quintino. O técnico considerou o evento uma ótima oportunidade para trocar experiências com treinadores de outros países e elogiou a forma como os brasileiros foram recebidos.
Olimpíadas Especiais
Os 2° Jogos Latino Americano de Olimpíadas Especiais reuniram 1.200 atletas de diversas modalidades de 60 países. A delegação brasileira contou com 34 pessoas, sendo 24 atletas. O Brasil levou equipes de futebol de cinco, ginástica rítmica, natação e tênis. O time de futebol de cinco brasileiro era formado por 10 jogadores e todos tiveram a oportunidade de jogar. Cada partida tinha dois tempos de 15 minutos, com descanso de 5 minutos entre eles. Os atletas ficaram alojados no prédio do Exército Americano, em Porto Rico.
APAE realiza Bazar de Dia das Mães, exposição será no Pão de Açúcar Verde .A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba já está vendendo e aceitando encomendas para seus Ovos de Páscoa e bombons.
A APAEXOLATE está produzindo ovos trufados e crocante, com chocolates ao leite e branco, caixinhas decoradas com bombons sortidos, com chocolates ao leite, branco e diet. Além do grande diferencial, os ovos de chocolate feitos com chocolate diet.
A campanha de Páscoa da APAE é mais uma maneira de arrecadar colaborações para manter os trabalhos oferecidos pela instituição. Esse ano a entidade não irá entregar as encomendas, ou seja, todos que fizerem seus pedidos terão que retirar na sede da APAE.
Para quem quiser mais informações, e aproveitar para encomendar seus chocolates, o telefone do setor responsável pela APAEXOLATE é o (19) 3801-8898.
29/01/09 - Sistema de colaboração da APAE é sério e fundamental para manter suas atividades
Entidade necessita das colaborações para manter os 512 atendimentos mensais
Não é novidade que pessoas de má fé utilizam nomes de instituições - existentes ou não - para tirar proveito das doações. O problema é que com isso diversas entidades sérias acabam sendo prejudicadas, já que a população passa a desconfiar de possíveis golpes. Para diminuir esse risco, e assim garantir o funcionamento de suas atividades, diversas instituições procuram alternativas para manter a segurança das colaborações recebidas.
Esse é o caso da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba, que mantém a Central do Colaborador, onde é possível agendar um dia para que os mensageiros passem em sua casa, busquem a doação, e entreguem o recibo assinado pelo presidente da entidade, Celino Roncato. É dessa forma que os indaiatubanos percebem que o trabalho da APAE é sério e que as colaborações são necessárias.
Além de campanhas aleatórias, doações, e agora com o repasse das Notas Fiscais Paulista, a APAE realiza - na época da Páscoa - a APAEXOLATE, que vende ovos, bombons e trufas artesanais, e que a cada ano surpreende com novidades; a Feira da Bondade que esse ano vai para a 11º edição; e também o Churrasco Beneficente.
É dessa forma que a APAE consegue manter os 512 atendimentos gratuitos mensais, sendo que no setor educacional são 170 pessoas com necessidades educativas especiais, que almoçam ou jantam na instituição, e no setor clínico 342 pacientes, que fazem todos os tratamentos necessários com terapeutas especializados em deficiências intelectuais.
Devido ao excelente trabalho realizado por todos os profissionais, a equipe da APAE acaba tornando-se uma segunda família para todos que precisam do trabalho realizado pela instituição. "Sempre agradeço a todos pelo carinho, dedicação, paciência, e pela importância que tem na vida do meu filho e na minha, e peço que nunca desistam de cuidar dessas crianças, porque todos são uma segunda família para nós", fala Elisangela Moura Miranda Silva, mãe de Dudu, que há oito anos se trata na APAE.
A APAE
Desde sua fundação, em 29 de junho de 1976, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba presta atendimento educacional, clínico e social às pessoas com deficiência intelectual e transtornos invasivos do desenvolvimento.
A APAE Indaiatuba conta com uma grade de profissionais especialistas na área educacional e terapêutica que atendem todos os pacientes gratuitamente, já que é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos.
É missão da APAE Indaiatuba incluir a pessoa com deficiência na sociedade, mostrando sua capacidade e produtividade. Em 2009, diversos alunos foram incluídos no mercado de trabalho, como o jovem e ex-aluno da entidade Rafael Lemos da Silva, 18 anos, que trabalha como auxiliar de vendas na Sapataria São Vicente. "O que eu mais gosto no meu trabalho é conviver com as pessoas. Quando eu comecei a trabalhar era tímido, agora não sou mais".
No ambulatório e na escola são desenvolvidas diversas atividades que visam a melhora dos atendidos de forma global, como os programas de Estimulação Precoce, Odontológico, Hidroterápico, de Sexualidade, além de um programa desenvolvido especialmente para os 'cuidadores' dos pacientes com comprometimento neurológico grave/severo, entre outros.
A APAE também mantém programas de auxílio aos pais e parentes dos deficientes intelectuais, como o Programa Seja Bem-Vindo, que esclarece todas as dúvidas dos pais, a Fábrica de Fraldas, que tem as mães como voluntárias, aém de distribuir remédios as famílias mais carentes.
Mercy Me - I Can Only Imagine (Tradução Textual)
APAE realiza Bazar de Dia das Mães, exposição será no Pão de Açúcar Verde .O tradicional Bazar de Dias das Mães, que a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) realiza todos os anos, ganhou novo endereço em 2009. Normalmente realizado no pátio da escola, esse ano será no supermercado Pão de Açúcar.
O evento vai ser realizado do dia 5 ao dia 9, das 14 às 20 horas. As peças expostas da APAE foram desenvolvidas e confeccionadas pelos alunos, professora e voluntárias, e toda a verba arrecadada nos dias vai ser usada nos projetos desenvolvidos pela APAE.
O convite do mercado foi feito em dezembro de 2008, para que a instituição fizesse uma exposição de seus artesanatos para o Natal, mas devido ao encerramento das atividades, a direção da APAE deixou a exposição marcada para o Dia das Mães. "O Pão de Açúcas cedeu o espaço e não nos cobrou nada por isso, então todo o dinheiro arrecadado vem para os projetos da APAE", fala Angela Maria Prandini, diretora da escola.
O Pão de Açúcar Verde fica na avenida Presidente Vargas, nº 1264.
Inclusão do Deficiente Mental na Escolarização Comum – Um Processo em Construção.Com a proposta da Educação Inclusiva, observamos uma mobilização da escola frente ao novo modelo escolar, que é a inclusão dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais nas salas de aula de ensino regular. Esse movimento obriga a escola a refletir sobre princípios desse novo paradigma, que vai desde a convivência com esses alunos em um mesmo espaço, até uma mudança na organização de todo o trabalho pedagógico da escola.
Em relação à criança deficiente mental, acredita-se que a sua inserção na escola comum, realizada dentro desse paradigma da inclusão escolar, possa constituir uma experiência fundamental que venha a definir o sucesso ou fracasso de seu futuro processo de inclusão na sociedade. Desse modo, todos os indivíduos, inclusive os deficientes mentais, devem ter garantido seu direito de acesso e permanência na escola pública gratuita e de qualidade, possibilitando, assim, uma vida independente e uma postura crítica frente aos fatos ocorridos no cotidiano.
Apesar de se reconhecer a importância da inclusão, deve-se considerar que o que se entende sobre esse novo paradigma é muito pouco, o que não é seguro afirmar quais seriam suas possibilidades e limitações e, consequentemente, quais as melhores formas de viabilizar sua execução, sem o risco de fracassos.
No Brasil, as experiências de inclusão escolar envolvendo crianças deficientes mentais ainda são muito recentes, e questões fundamentais a respeito deste complexo processo ainda necessitam ser respondidas.
Incluir na escola é praticar justamente a 'pedagogia da diferença', que envolve um compromisso ético da escola aliado a uma ação educativa flexível e variável. Incluir exige portanto conhecer muito bem aluno por aluno, retirando-os do anonimato do coletivo, cuidar mais de quem precisa mais e pelo tempo que for preciso, respeitando suas dificuldades e limitações.
Angela Maria Prandini é diretora da escola da APAE, formada em Pedagogia com Habilitação em Deficientes Mentais pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puc-Campinas) e atualmente cursa Pós Graduação em Educação Especial e Inclusiva na Faculdades Integradas Metropolitanas de Campinas (Metrocamp).
Fonte da pesquisa: 'DIRECIONAL ESCOLAS – a revista do educador – Pelos Caminhos da Inclusão. Ano3 – edição 30 - julho/2007
10/03/09 -Ambulatório da APAE atende média de 500 pessoas mensalmenteMais de 500 pessoas portadoras de deficiências são beneficiadas mensalmente com os trabalhos oferecidos pelo Ambulatório da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba. Os pacientes são atendidos por 19 profissionais, entre terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, dentista, neurologista, pedagoga, assistente social e psicopedagogas, todos especializados na área neurológica.
Todos os alunos matriculados na Escola da APAE, têm garantido seus tratamentos enquanto permanecerem na entidade. Já os pacientes que vêm provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), são atendidos, integralmente, até os 12 anos de idade. “Muitos paciente vem até o Ambulatório encaminhados pela rede municipal de saúde, secretaria municipal de educação e por iniciativa própria da família”, diz Maria Angélica Wolf Scachetti, terapeuta ocupacional e coordenadora do Ambulatório.
A coordenadora explica que assim que as famílias chegam ao Ambulatório da APAE são encaminhadas ao setor de Serviço Social para realizar uma triagem e encaminhamento para a médica neurologista da instituição, que avalia e determina o tratamento inicial do paciente, encaminhando-o para avaliações e terapias de acordo com suas necessidades. Os atendimentos podem ser individuais, com duração de 30 minutos, ou em grupo com duração média de 45 minutos.
“O cuidador é a pessoa mais importante para o tratamento, já que ele é a pessoa responsável pelo paciente e é quem dará continuidade ao tratamento em casa. Sem ele não teríamos sucesso”, analisa a equipe do Ambulatório.
E o sucesso dos tratamentos também se deve à equipe de profissionais da APAE que tem o perfil da Instituição que é de 'se doar', finaliza a coordenadora.
29/01/09 - APAE Indaiatuba lança a campanha 'Eu Colaboro, e Você?'
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba lança no começo de 2009 a campanha institucional 'Eu Colaboro, e Você?', com o objetivo de arrecadar verba durante todo o ano com a venda de camisetas.
Para enaltecer a campanha, Rafinha, ganhador do Big Brother Brasil 8, se prontificou em ajudar a instituição de Indaiatuba e vestiu a camiseta. “Fizemos contato com a assessoria do Rafinha e prontamente ele aceitou participar da campanha sem cobrar nada, e assim, ajudar a APAE”, fala Priscila Gomes, coordenadora de eventos.
“Foi um prazer ajudar a APAE de Indaiatuba e realizar essa campanha. Penso que se cada um fizer sua parte não haveria tanta desigualdade”, acredita Rafinha.
Para fazer as fotos da campanha junto com Rafinha, duas crianças atendidas pela instituição foram escolhidas, Emily e Jõazinho. “As duas crianças representam bem o que a APAE propõe, tanto na parte educacional quanto na parte terapêutica. Devido ao atendimento frequente na instituição as duas crianças progridem a cada dia, graças aos atendimentos no ambulatório e as aulas na escola”, esclarece Maria Ângela Prandini, diretora pedagógica da escola.
Por ser uma entidade não-governamental, a APAE necessita da ajuda da sociedade privada, para que consiga manter a qualidade dos serviços oferecidos aos alunos, pacientes e familiares, como a equoterapia, a hidroterapia, fisioterapia, odontologia, serviço social, entre outros. “Atendemos 170 crianças na escola e mais 512 no ambulatório, e para arrecadar dinheiro e suprir os gastos precisamos fazer eventos, como a Feira da Bondade e o churrasco, que são realizados somente no final do ano, por isso esse ano vamos trabalhar com a campanha 'Eu Colaboro, e Você?', como mais uma forma de arrecadar dinheiro durante todo o ano”, explica Priscila.
“É importante que a sociedade compre a camiseta e participe da campanha para que os atendimentos da escola e do ambulatório da APAE, continuem ajudando tantas famílias que necessitam do apoio dos profissionais da instituição”, afirma José Celino Roncato, presidente da APAE.
O material publicitário da campanha será entregue em todas as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), e nas cidades vizinhas de Indaiatuba como Itu, Salto e Monte-Mor. Para comprar a camiseta e ajudar a APAE é só ligar no telefone (19) 3801-8898 ou ir até a sede da instituição que fica na Alameda da Criança, 100, Cidade Nova, Indaiatuba – SP.
A instituição contou com a colaboração do cantor e compositor Rafinha, do complexo urbanístico Swiss Park, que não cobraram nada pela realização das fotos da campanha em prol da APAE.
10/01/09 - APAE recebe 45 mil do governo de EstadoA verba foi entregue para a instituição nessa terça-feira
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba foi beneficiada com verba de R$ 45 mil nessa terça-feira, dia 10, através de uma emenda parlamentar do deputado estadual Vitor Sapienza (PPS).
O convênio com a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads) foi assinado pelo presidente da APAE José Celino Roncato, pelo vice-presidente da instituição Gentil Pacioni Júnior, pelo ex-prefeito de Indaiatuba José Onério (que foi testemunha do convênio e autor da solicitação) e pelo deputado Sapienza, em seu gabinete na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp).
De acordo com a diretoria da APAE, a verba recebida vai ser utilizada para a aquisição de uma Kombi para o transporte dos pacientes que moram na zona rural. Atualmente a instituição atende 512 pessoas no ambulatório e mantém 170 alunos na escola de educação especial. Todos recebem transporte e refeições gratuitamente.
A APAE possui 18 especialistas, entre dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, neurologista e assistente social, que juntos trabalham interdisciplinamente atendendo todos os pacientes que chegam à instituição através de encaminhamento médico ou espontâneamente. A entidade é mantida por convênios com a Prefeitura Municipal, com a Secretaria Estadual de Educação, com a Secretaria Estadual de Saúde, com o Sistema Único de Saúde (SUS), com contribuições da população e de empresas, e conta com o apoio da Loja Maçônica Ordem e Progresso. Durante a reunião, Sapienza observou que tem feito gestões junto ao governador José Serra, que é entusiasta do trabalho que as APAEs realizam.
A pedido do deputado, Serra já liberou mais de R$ 1 milhão às entidades, para melhorar a assistência e o tratamento às pessoas com necessidades especiais.
05/01/09 - APAE insere 49 jovens em escolas municipais Instituição recebe 37 alunos com deficiência mental severa
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba incluiu, para o ano letivo de 2009, 49 crianças e adolescentes em diversas escolas da rede municipal, e absorveu 37 deficientes mentais severo/profundo e com transtornos invasivos do desenvolvimento.(TID)
“Os novos alunos que recebemos são de diversas idades e foram inseridos na Educação Infantil, no Ensino Fundamental, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nas Oficinas Pedagógicas, de acordo com a idade e a capacidade intelectual de cada um”, analisa Ângela Maria Prandini, diretora da escola.
Ainda de acordo com a diretora, os alunos da APAE que foram inseridos nas Escolas Municipais de Indaiatuba passaram por avaliações e testes específicos durante todo o ano passado, por uma equipe de professores especializados, junto com a equipe terapêutica da instituição.
“A inclusão é a possibilidade de entendermos o ser humano em sua diversidade. Favorece e propicia ao deficiente a oportunidade de fazer valer os seus direitos de cidadão,” acredita Angela.
03/01/09 - APAE inclui no mercado de trabalho nove alunosDesde que o projeto começou cerca de 20 alunos foram empregados
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Indaiatuba incluiu no ano passado nove alunos no mercado de trabalho da cidade, entre comércios e indústrias. A atitude cumpre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB- LF nº 9394/1996), que atribui à Educação Profisional uma abrangência que se estende desde o reconhecimento do valor educativo do que se aprendeu na escola e no próprio ambiente de trabalho, até a possibilidade de expandir a sua formação continuada. Os jovens Antonio Avelino Junior, 18 anos, e Rafael Lemos da Silva, 17 anos, são exemplos de que a inclusão de deficientes intelectuais agrega benefícios para os novos funcionários, e também para as empresas.
“Esse é o meu primeiro emprego e gosto de fazer tudo o que me pedem. Me sinto completo trabalhando, pois assim não preciso depender do meu pai e nem da minha família”, avalia Junior, que trabalha no refeitório da Singer. “Aprendo muito com o Antonio, e ele é bem útil para nós do restaurante e dedicado demais”, comenta Casiandra Silva Camara, gerente do restaurante da Singer, onde Antonio trabalha.
A diretora da escola, Ângela Maria Prandini, explica que os alunos inseridos no mercado de trabalho participam do programa de oficinas pedagógicas e são treinados e preparados por uma equipe terapêutica, juntamente com os professores. “Durante o ano avaliamos o perfil e as habilidades de cada aluno.
Após esta avaliação o setor de serviço social faz contatos com empresas e comércios para avaliação de vagas e de uma possível contratação. O setor solicita a autorização da família e encaminha para providências de documentação e contratação. Antes e depois da contratação, são realizadas visitas à empresa contratante (assistente social, terapeuta ocupacional e psicóloga da APAE) para orientações na forma de lidar e de falar com o deficiente intelectual. Os funcionários das empresas recebem orientações sobre o comportamento do deficiente intelectual, e aprende sobre a realidade que ele estará vivenciando a partir daquele momento. “O que eu mais gosto no meu trabalho é conviver com as pessoas. Quando eu comecei a trabalhar era tímido, agora não sou mais”, fala Silva, que também ressalta a importância de ajudar financeiramente em casa. “Ajudo em casa e guardo dinheiro, porque quero ser feliz e ser alguém na vida”, completa o auxiliar de venda da Sapataria São Vicente.
“Para a APAE é um orgulho preparar os alunos não só para o mercado de trabalho, mas principalmente para exercer o papel de cidadão, que é direito de todos”, fala a diretora.
Em dois anos a instituição já incluiu com sucesso cerca de 20 alunos em diversos comércios e indústrias da cidade. “Cada aluno empregado é um troféu que a APAE conseguiu”, finaliza Ângela.
A APAE de Indaiatuba oferece os seguintes programas: escola de educação especial, ambulatório, atendimento neurológico, estimulação precoce,
sindrome de down, atendimento odontológico, Hidroterapia, GOE - Grupo de Orientação Especial. Programa de Disfagia, Programa de Inclusão no
Mercado de Trabalho, Programa de Apoio à Inclusão Escolar e arte Reabilitação.
Al. da Criança, 100 - Vila Vitória I - Indaiatuba, SP
CEP:13338-020 - Telefone: (19) 3801-8890
Fax: (19) 3801-8893